Blog do Pedro Hauck: CPM
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19 de junho de 2011

Mais Capivaris

A Serra do Capivari é, um bloco montanhoso localizado ao norte da Serra do Mar paranaense que, como disse anteriorente, recebe pouca atenção dos montanhistas. Seu ponto culminante, o Capivari Grande, é uma das mais altas elevações do Estado e do Sul do Brasil. Estive nesta montanha na semana passada e fiquei com vontade de revisitar o Capivari Mirim e tentar uma investida ao Médio.

A previsão do tempo para este final de semana não era a melhor possível: Chuva sábado e domingo. Porém, para surpresa geral, o tempo no sábado amanheceu lindo e mudando totalmente os planos, a Camila quis ir para uma montanha e na hora pensei nos Capivaris. Acabamos saindo de Curitiba, horas mais tarde, eu, a Camila, Lourdes, Minhoca e o Mário, pra pegar uma trilha noturna.

Tive um pouco de dificuldade de me guiar pelos campos da montanha à noite, ainda mais porque até umas 10 da noite a lua não tinha nascido. A recompensa pela teimosia se deu quando chegamos ao cume e pegamos a linda lua cheia e um visual maravilhoso.

Tive um noite tranquila e estranhamente acordei com as primeiras luzes do dia, coisa que não faço muito a menudo. Foi um outro presente poder acompanhar o nascer de um belo dia.

A caminhada do Mirim até o Médio foi outro grande presente. Em 2008 eu participei da reabertura desta trilha esquecida, mas cheguei somente até o Mirim e parei ali por causa do calor avassalador. Desta vez fui à procura do caminho aberto por meus amigos Marcelo Brotto, Rafael Völtz e Pacheco.

A trilha está aberta, mas não pela presença de montanhistas, mas sim por conta de uma Anta que vive na montanha. Encontramos seus rastros e fezes. A Anta é o maior mamífero terrestre do Brasil e está em extinção.

No estreito cume do Capivari Mirim, encontramos o caderno de cume deixado por nossos amigos em 2008. De lá pra cá apenas três grupos de pessoas estiveram lá. No começo do ano, o Brotto com o Toninho e Schmall, ontem, um dia antes de nós o Brotto novamente e o Völtz com a namorada. Eles substuiram o caderno de 2008 que molhou, mas esqueceram de deixar uma caneta.

Abaixo as fotos do dia mais bonito do ano até agora:

 Noite linda! Sem tripé foi o que deu pra captar

 Primeiras luzes do dia com o Capivari Grande na frente

 Acampamento no Cap. Mirim

 Mar de nuvens com lua cheia ao amanhecer



 Eu, Cami e a Lú



 Primeiros raios de sol

 Capivari Gde e o sol





 Vista linda para o Ibitiraquire


 Capivari Mirim visto da trilha para o Médio

 Dentro da trilha

 Bela matinha nebular

 Pegada e fezes de anta na trilha


 Vista para todas as montanhas

 Galera no cume

 Improvisando um lápis


 Planta carnívora



3 de agosto de 2010

De saco cheio....

Edmund Hillary diz:

Em um pais de terceiro mundo, onde um escalador medíocre que fez algumas montanhas em paises de terceiro mundo, como chile, bolivia, perú e argentina começa um desentendimento com outras pessoas do meio montanhista de um pais de terceiro mundo.

Sr. Pedro Hauck, adquira primeiro conhecimento técnico e depois condições financeiras para escalar em montanhas de verdade: na cordilheira do himalaia por exemplo

Também muito me assusta um site como o Alta Montanha deixar que um ser despresível como este Sr. Pedro Hauck, escreva artigos. Por quê, faz parte da panelinha de pangarés que se dizem montanhistas (3o. mundo)?


Até o Edmund Hillary (psicografado por não sei quem) está dizendo que as picuinhas e guerras no montanhismo encheu o saco. Ainda que ele esteja errado ao achar que o Nepal seja um país de primeiro mundo, ele está certo que este assunto esgotou, então daqui por diante não quero mais gastar minha energia com coisas improdutivas.

Sim, o meio montanhistico brasileiro está infiltrado por gente interesseira. Pessoas que vão se beneficiar com emendas como aquelas do Projeto de Lei 7288. Gente que também se beneficia das proibições em parques. Basta ver pra quem estas pessoas trabalham pra perceber qual o interesse deles...

Não vou mais me extender e nem mais me queimar,  mas pode ter certeza que depois que a merda estiver feita, não vou perder a oportunidade de dizer: "Eu avisei!"

Bom, agora vou cuidar das tais condições financeiras do Hillary, pois ao contrário do que disse um outro fake, eu não sou burguês.

24 de julho de 2010

Idéia boa é aquela que evolui...

Nesta quarta feira acontecerá a Assembléia ordinária que definirá os novos integrantes da diretoria da Federação Paranaense de Montanhismo, aonde irei entregar meu cargo de diretor de escalada na entidade.

Na penúltima assembléia em 2008, foi votada a filiação direta de pessoas físicas na federação, que foi reprovado, com meu apoio, diga-se de passagem.

Minha visão na época era de que a filiação direta iria criar uma competição com os clubes de montanhismo, que poderiam entrar em conflito e transformar a federação em um clubão estadual e os papéis entre clube e federação poderia ser confundido.

Naquela oportunidade escrevi uma coluna no AltaMontanha, em que eu culpava os mais experientes de serem pouco participativos, não passando adiante sua experiência na montanha e portanto não reproduzindo a chamada cultura do montanhismo. Pra mim, clubes seriam os locais aonde esta cultura seria disseminada.

Eu só não sabia dos motivos que as pessoas mais experientes não estavam mais no clube. Hoje sei que alguns nunca deixaram de estar, mas só aparecem quando tem interesse. Entretanto pude com minha própria experiência ver que pelo menos no Paraná, estas agremiações são um convite à antropofagia...

Na quarta feira não entrego somente meu cargo na Fepam, vou também me desassociar ao Clube Paranaense de Montanhismo. Instituição que eu ajudei com muito trabalho voluntário. Só com cursos de escalada arrecadei mais de 6 mil reais, dinheiro que foi suficiente para comprar muito equipamento de escalada, reativando esta diretoria que estava esquecida e fazendo muitas palestras, sempre passando gratuitamente o meu conhecimento. Com o dinheiro também compramos um data show, para ajudar nas atividades sociais de quarta feira, sem dizer que promovi o clube por todo o Brasil e exterior. Levei até camisa pro topo de algumas montanhas andinas e influenciei muita gente a se associar.

Gratidão não é uma coisa muito corrente na vida das pessoas. Quando em um assunto polêmico fui contra à opinião do “dono” do clube, fui ridicularizado e colocado no ostracismo. Tentei levar o tema à debate de forma polida e educada, mas fui boicotado e assim as escadas no Pico Paraná foram recolocadas junto com outras facilidades urbanas da mesma forma tacanha e unilateral como foram retiradas, minimizando pequenos impactos locais, mas potencializando grandes IMPACTOS, pela extensão de todo o resto daquela trilha. Uma atitude que no futuro irá trazer restrições à liberdade, pois infelizmente montanhas não são lugares para todos. Trilhas têm capacidade de carga e as dificuldades naturais desta montanha poderiam por si realizar uma seleção natural sem a necessidade de controle e proibições, que ainda virão...

Não se trata da decisão da maioria, mas sim da imposição. Nunca ninguém ouviu meus argumentos, então como a maioria poderia chegar a uma conclusão? Fui calado com demonstrações de poder:  VC q tome cuidado com suas atitudes e textos sem embasamento...pode até entender de geografia, geologia ou o que quer q estude... agora de montanhismo ainda tem muito q aprender...

Se você teve o trabalho de ler a minha coluna de 2008, deve ter percebido a maneira que eu pensava até então. E se tem algo que aprendi no montanhismo é que tudo é como é, porque as decisões já foram tomadas, mas eu achei elas haviam mudado (a história se repete?)

O Paraná está desatualizado em relação à ética do montanhismo mundial há pelo menos 60 anos e há 27 em relação ao Rio de Janeiro. Aqui, até hoje, as pessoas não conseguem entender o significado do Manifesto pela escalada natural de André Ilha, publicado naquele longínquo 1983. Certamente o que Ilha sofreu naquela época é o que pessoas que tem um pensamento mais evoluído hoje sofrem no Paraná. O problema é que no Paraná de hoje, a contra-evolução é imposta, já que não é permitido a presença de montanhistas individuais na federação, que é dominada pelo pensamento dos “donos” de clubes que não hesitam em calar e ridicularizar quem pensa diferente, realizando verdadeiras inquisições e caça às bruxas aos "anti-éticos" e "criminosos ambientais" que tanto insistem em explorar novas montanhas, sair das trilhas e fazer coisas novas.

Chegou a hora de mudar. A evolução já aconteceu e o Paraná não pode persistir em continuar com seu atrasO. Naquela ocasião, eu falei que a melhor solução para lidar com os problemas ambientais seria a divulgação da chamada “cultura do montanhismo”, formando pessoas conscientes que pudessem freqüentar nossas serras  sem estragos à ela. “Apagar fogo, ajudar a conter a erosão, isso tudo é importante, mas paliativo, pois não vai combater o principal problema que são as pessoas, ou melhor, a má formação delas”.

Entretanto não é este o método escolhido. Escolheu-se nivelar tudo por baixo, pouco importando com os valores do montanhismo. O tiro final da prepotência e demonstração de pOder e intolerância foi o episódio de difamação do proprietário da Fazenda que dá acesso ao Pico Paraná, que somado ao boicote ao diálogo sobre a instalação de escadas na montanha, desrespeitou a todos os apelos da declaração do Tirol colocados abaixo:

• Aceitem os riscos e assumam responsabilidade
• Equilibrem seus objetivos com suas habilidades e equipamentos
• Joguem por meios razoáveis e relatem honestamente
• Esforcem-se pela melhor prática e nunca parem de aprender
• Sejam tolerantes, respeitem e ajudem uns aos outros
• Protejam o caráter selvagem e natural das montanhas e paredes
• Apóiem as comunidades locais e seu desenvolvimento sustentável.

Por todos estes motivos eu vejo que neste local aonde anteriormente acreditei ser o caminho da evolução, é na verdade usado para “promover” o retorno ao passadO. Não vamos ficar parados e nem se submeter às inquisições e desovas muito menos à acusações. Montanhismo se faz na ponta da corda e não precisamos de escadas, proibições, regras absurdas e muito menos dos síndicos de montanha.

Por isso meu pensamento evoluiu: Filiação direta à FEPAM SIM!


8 de julho de 2010

A revolução dos Bichos

“Lembro-vos também de que na luta contra o Homem não devemos ser como ele. Mesmo quando o tenhais derrotado, evitai-lhe os vícios. Animal nenhum deve morar em casas, nem dormir em camas, nem usar roupas, nem beber álcool, nem fumar, nem tocar em dinheiro, nem comerciar. Todos os hábitos do Homem são maus. E, principalmente, jamais um animal deverá tiranizar outros animais. Fortes ou fracos, espertos ou simplórios, somos todos irmãos. Todos os animais são iguais.”

O início de uma fábula contemporânea. O dono da Granja do Solar, Sr. Jones, embriagado com o poder, tranca o galinheiro e vai para a cama cambaleando.

Major, porco ancião e premiado, reúne todos os animais e conta seu sonho visionário de como será o mundo depois que o homem desaparecer. Declara em tom profético a necessidade dos bichos assumirem suas vidas, acabando com a tirania dos homens.

Os animais são contagiados pelos versos revolucionários e entoam apaixonadamente a canção "Bichos da Inglaterra". Sr. Jones acorda alarmado com a possível presença de uma raposa e, com uma carga de chumbo disparada na escuridão, encerra a cantoria.

Major falece três noites após. A morte emoldura o mito e suas palavras ganham destaque nas falas dos animais mais inteligentes da granja. Os bichos mais conservadores insistem no dever de lealdade ou no medo do incerto: “Seu Jones nos alimenta. Se ele for embora, morreríamos de fome”.

Os perfis dos animais são traçados: os porcos, as ovelhas, os cavalos, as vacas, as galinhas, o burro... Todos com traços marcantes de manipulação, alienação, rigidez, ignorância, dispersão, teimosia...

A rebelião ocorre mais cedo do que esperavam. Com a expulsão do Sr. Jones da granja, surge o momento de reorganizar o funcionamento da propriedade. Os porcos assumem a liderança, dirigem e supervisionam o trabalho dos outros. Os demais dão continuidade à colheita. Alguns bichos se destacam pela obstinação, como o cavalo Sansão, cujo lema é “Trabalharei mais ainda.”

Os sete mandamentos declarados por Major são escritos na parede:

“Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
O que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
Nenhum animal usará roupa.
Nenhum animal dormirá em cama.
Nenhum animal beberá álcool.
Nenhum animal matará outro animal.
Todos os animais são iguais.”


Bola-de-neve e Napoleão se destacam na elaboração das resoluções. Sempre com posições contrárias. Os demais animais aprenderam a votar, mas não conseguem formular propostas. A pluralidade de pensamentos dá margem aos debates e às escolhas.

Os sete mandamentos elaborados na revolução são condensados no lema “Quatro pernas bom, duas pernas ruim”. A síntese do “animalismo” é repetida pelas ovelhas no pasto por horas a fio.

Sr. Jones tenta recuperar a propriedade, mas é vencido pelos bichos na “Batalha do Estábulo”. O porco Bola-de-neve e o cavalo Sansão são condecorados pela bravura demonstrada no conflito. Mimosa foge para uma propriedade vizinha seduzida pelos mimos oferecidos por um humano. Surge a idéia de construção de um moinho de vento... Os animais ficam divididos com a perspectiva do novo.

Bola-de-neve e Napoleão sobem ao palanque e montam suas campanhas políticas. A eloqüência de Bola-de-neve conquista os animais, mas a força dos cães de Napoleão expulsa Bola-de-neve da granja e “legitima” Napoleão no cargo de líder diante dos atemorizados bichos.

Os bichos trabalham como escravos na construção do moinho de vento e gradativamente vão perdendo a memória de como era a vida na época do Sr. Jones. Animais trabalhadores, como Sansão, acordam mais cedo, trabalham nas horas de folga e assumem as máximas elaboradas pelos donos do poder: “trabalharei mais ainda” e “Napoleão tem sempre razão”.

Como a maioria dos animais não aprendeu a ler, os mandamentos vão sendo alterados na medida em que Napoleão e seus assessores vãos assumindo posições contrárias aos princípios que nortearam a revolução: os porcos começam a comerciar a produção da granja, passam a residir na casa do Sr. Jones, dormem em camas, usam roupas, bebem uísque, relacionam-se com homens... A maioria dos animais é facilmente convencida dos seus “equívocos de interpretação”. Os poucos que conseguem ler e interpretar as adulterações do poder se omitem...

Alguns animais são executados sob a alegação de alta traição. Tudo o que ocorre de errado na granja é de “responsabilidade” de Bola-de-neve. Sua história é enterrada na lama de mentiras e manipulação imposta pelo novo regime. As reuniões de domingo são proibidas e a canção “Bichos da Inglaterra” é censurada. Os bichos trabalham mais e não são reconhecidos por seus esforços. Todas as condecorações são dadas ao líder.

Os animais passam privações. Suas rações são diminuídas em prol do bem comum. Os porcos são agraciados com os privilégios do poder. Uma segunda batalha com os humanos surpreende os animais enfraquecidos, mas, apesar das muitas perdas, eles vencem e permanecem sob a ditadura imposta por Napoleão. Infelizmente perderam os parâmetros para avaliação, perderam a memória da história antes do governo de Napoleão.

Os homens destroem o moinho de vento e os animais trabalham mais para reconstruí-lo. A dedicação do cavalo Sansão é assustadora, abdica da própria saúde em prol do ideal. Depois de alguns dias é vencido pela fragilidade da avançada idade e do pulmão debilitado... Os porcos simulam uma internação num grande hospital, mas entregam o velho cavalo ao matadouro. Os direitos do trabalhador e do aposentado se encerram na indiferença dos poderosos.

O burro Benjamim que aprendeu a ler, apesar de ter preferido o silêncio durante todo o período, tenta alertar os demais animais, mas é tarde... O porco Garganta convence os bichos de que a carroça que levou o cavalo foi comprada pelo grande veterinário, mas continuou com os letreiros do velho dono... Poucos dias depois, o anúncio da morte de Sansão chega à granja e os porcos recebem uma caixa de uísque...

Os animais escravizados ganham alento nas palavras do corvo Moisés que garante que, finda esta vida de sofrimentos, haverá a “Montanha de Açúcar – Cande”, “o lugar feliz onde nós, pobres animais, descansaremos para sempre desta nossa vida de trabalho”.  As atitudes dos porcos com Moisés são ambíguas: afirmam, aos bichos, que a história de Moisés é uma grande mentira, porém ele permanece na granja sem trabalhar e ainda com direito a um copo de cerveja por dia. A religião arrebanha algumas “ovelhas”.

“Passaram-se anos. As estações vinham, passavam, e a curta vida dos bichos se consumia.” A nova geração só conhecia esta realidade, exceto Quitéria, Benjamim, o corvo Moisés e alguns porcos... A vida era muito difícil, mas existia a certeza de que todos os animais eram iguais... Não tardou para os bichos espantados presenciarem os porcos andando sobre duas patas com chicotes nas mãos.

Só restava um único mandamento e mesmo assim adulterado: “Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que outros”. Depois disto nada mais se estranhava. Os porcos fumavam, bebiam e andavam vestidos – haviam se assenhorado dos hábitos do Sr. Jones. Uma noite, os porcos receberam os vizinhos humanos para uma reunião na casa. Os demais animais ficaram à espreita na janela da sala de estar.

Seguiram-se pronunciamentos, declarações de mútuo afeto e admiração por parte dos porcos e dos homens. Os vizinhos humanos parabenizaram os porcos pelos métodos modernos de ordem e disciplina impostos: "... os animais inferiores da Granja dos Bichos trabalhavam mais e recebiam menos comida do que quaisquer outros animais do condado."

Todos os alicerces da revolução estavam corrompidos nas palavras de Napoleão. Até mesmo a granja voltaria a ter o mesmo nome da época do Sr. Jones: “Granja do Solar”.

Os animais estupefatos se afastaram, mas não alcançaram vinte metros quando iniciou uma violenta discussão entre Napoleão e o vizinho humano motivada por uma jogada no carteado...

“As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco.”

Helena Sut sobre A revolução dos Bichos - George Orwell
Publicado no Recanto das Letras em 25/01/2005


Nascendo um novo dia - Foto Elcio Douglas Ferreira

23 de outubro de 2009

Curso de escalada



Nesta semana eu e o Hilton estamos ministrando mais um curso de escalada no CPM. É meu terceiro pelo clube e o quarto do Hilton, estamos ficando experiêntes em ensinar.

Neste curso damos 4 aulas teóricas, totalizando 14 horas de curso no clube e mais duas aulas práticas em dois dias cheios em dois lugares bem diferentes perto de Curitiba, o Setor 1 de São Luis do Purunã, que é um pico de arenito e o Morro do Anhangava, um local clássico de granito.

Neste pouco mais de 1 ano desde que ministrei o primeiro curso pelo clube, já ensinamos formalmente 20 escaladores e informalmente 5. Com a grana que consigos arrecadar com o curso, que custa R$ 250,00, compramos dois racks completos de equipamento, incluindo costuras, mosquetões, fitas e cordas, além de comprar e manter uma corda nova no Ginásio Campo Base com um Grigri e um mosquetão.

O próximo passo agora é comprar um jogo de friends. Serão 9 peças ativas da HB que se juntarão com o jogo de nuts que já temos. Assim teremos equipos para emprestar para a galera poder escalar no setor 3 de São Luis do Purunã.

Além disso, pretendemos no futuro construir um muro de escalada no clube, para facilitar os cursos e incentivar os sócios a escalar e também à progredir.

Tudo isso foi e continuará sendo feito com nosso trabalho voluntário. Aguardem que para o próximo ano teremos curso de escalada em móvel!