Acordei às 2:30, saí de casa às 3. Dirigi mais 3 horas e pouco pra descobrir, na base da via, que havia esquecido a sapatilha. Ainda bem que no Sul de Minas tem lugar pra comprar uma.
Assim, consegui no dia do solstício, de verão, escalar uma via de 400 metros, como se estivesse indo fazer uma escaladinha de meio de tarde. É muito legal isso.
Há pouco mais de 5 anos, escalar no Pedrão de Pedralva era um desafio, agora as coisas vão se tornando normais. A escalada, no entanto continua uma maravilha! (pois perrengue em demasia vira muita indiada...).
Foi assim que escalei a Ossos do Ofício, a segunda maior via de escalada do Sul de Minas e depois chegar em casa às 3 da manhã... 24 horas de atividade pra escalar a montanha!
Mostrando postagens com marcador Minas Gerais. Mostrar todas as postagens
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5 de janeiro de 2012
31 de agosto de 2010
Andradas é o bicho!
Mais uma lá vou eu para o Sul de Minas, na simpática terra do café e da Serra do Pau d´Alho que na verdade fica em Ibitiura, mas que todos acham fica em Andradas...
O local é um velho conhecido, basta ver abaixo nos posts relacionados. Entretanto, sempre que vou lá escalo uma via nova.... As vias da vez foram: Monstro do Pantano, Savamu e Amigos são Diamantes. As duas primeiras na Pedra do Pantano e a última no Elefante.
Neste fds fui para lá acompanhado pelo Luciano Fernandes (do Blog de Escalada), namorada Natália, Davi Marski com a Cintia e o Rafael de Hortolância, com quem fiz a cordada. Fim de semana maravilhoso super bem acompanhado.
As vias do Pantano já eram conhecidas, mas eu ainda não havia finalizado elas. A "Monstro", é uma via esportiva, com proteções fixas e uma dificuldade constante em sexto grau, com lancezinhos de 6 sup, que na dependência na resitência do escalador, fica bem difícil. A via, que tem duas enfiadas, é bem frequentada em sua primeira, fato comprovado pelas teias de aranha e um pouco de mato encontrado na via. A segunda enfiada, novidade pra mim, tem um crux ligeiramente mais difícil que a primeira.
Após terminar esta via, imaginei um desafio bastante interessante, esticar as duas enfiadas em uma só, coisa que pode ser feita com uma corda de 60 metros (esticada até o fim) e cerca de 17 costuras. Tem que ter resistência... (tá aí uma sugestão pra próxima investida...).
Já a Savamu, era uma via que eu tinha escalado as duas primeira enfiadas no ano passado. Naquela ocasião, achei ser uma via sem muita graça, crux de dor nos cristaizinhos e monotonia... Eis que desta vez eu resolvi ir até o cume, enfrentando a maravilhosa terceira enfiada, que se desenvolve por um lindo diedro, protegido em móvel, que passa por um pequeno tetinho e termina numa laca gigante... 6 sup bem trabalhado e lindo!
As outras enfiadas finais são igualmente bonitas, passando por cruxzinhos de aderência e psicológico... adorei! Foi tão bom que eu fiquei cansado o suficiente para deixar a repetição da "Pão Francês" para outro dia...
Domingão acordamos com preguiça, mas mesmo assim fomos encarar a caminhada para a Pedra do Elefante, para escalar a via "Amigos são Diamantes" que desde sua conquita pelo Jacaré e Marcão está na minha lista de vias a serem escaladas.
O calor atrapalhou um pouco a caminhada, mas chegamos sem problemas à base, onde rapidamente nos equipamos e log saí guiando a primeira enfiada, que é bem longa, 60 metros que exigiu que o Rafael escalasse em simultâneo no final, pois sua corda já tinha tido a ponta cortada...
Via bonita, muito parecida com as vias adjacentes (Zênite e 5.15), escalamos sem problema, sempre comigo guiando, já que o Rafael estava cansado do dia anterior... Foi assim até chegar na enfiada crux, onde o Rafa me avisou que ele não conseguiria encarar o sétimo de parede, mesmo de segundo... Olhei pra ele com cara de cachorro de porta de igreja e ele, gentilmente, topou em me dar o segue até a próxima parada e depois voltar.
Assim eu saí em direção ao crux, numa movimentação delicada fazendo uma transversal à direita, usando bem os pés, até começar a subir e chegar numa barriguinha inclinada, que aproximei pela esquerda, distante o suficiente para não conseguir costurar uma chapa e assim passar o crux esticando mais que o normal. No final, o crux temido não era tão dificil, exigia sim boa movimentação e controle dos pés, mas nada demais, um típico "quintinho" do Jacaré! rsrsrsrsrs....
Descemos cedo da parede, sem finalizar a via. O bom é que este não finalizar me leva sempre de volta a Andradas que cedo ou tarde, eu acabo finalizando e fazendo mais. Que venha a próxima!
Veja mais:
:: Andradas - Campo escola de Tradicional. Coluna do Pedro Hauck - AltaMontanha.com
O local é um velho conhecido, basta ver abaixo nos posts relacionados. Entretanto, sempre que vou lá escalo uma via nova.... As vias da vez foram: Monstro do Pantano, Savamu e Amigos são Diamantes. As duas primeiras na Pedra do Pantano e a última no Elefante.
Neste fds fui para lá acompanhado pelo Luciano Fernandes (do Blog de Escalada), namorada Natália, Davi Marski com a Cintia e o Rafael de Hortolância, com quem fiz a cordada. Fim de semana maravilhoso super bem acompanhado.
As vias do Pantano já eram conhecidas, mas eu ainda não havia finalizado elas. A "Monstro", é uma via esportiva, com proteções fixas e uma dificuldade constante em sexto grau, com lancezinhos de 6 sup, que na dependência na resitência do escalador, fica bem difícil. A via, que tem duas enfiadas, é bem frequentada em sua primeira, fato comprovado pelas teias de aranha e um pouco de mato encontrado na via. A segunda enfiada, novidade pra mim, tem um crux ligeiramente mais difícil que a primeira.
Após terminar esta via, imaginei um desafio bastante interessante, esticar as duas enfiadas em uma só, coisa que pode ser feita com uma corda de 60 metros (esticada até o fim) e cerca de 17 costuras. Tem que ter resistência... (tá aí uma sugestão pra próxima investida...).
Já a Savamu, era uma via que eu tinha escalado as duas primeira enfiadas no ano passado. Naquela ocasião, achei ser uma via sem muita graça, crux de dor nos cristaizinhos e monotonia... Eis que desta vez eu resolvi ir até o cume, enfrentando a maravilhosa terceira enfiada, que se desenvolve por um lindo diedro, protegido em móvel, que passa por um pequeno tetinho e termina numa laca gigante... 6 sup bem trabalhado e lindo!
As outras enfiadas finais são igualmente bonitas, passando por cruxzinhos de aderência e psicológico... adorei! Foi tão bom que eu fiquei cansado o suficiente para deixar a repetição da "Pão Francês" para outro dia...
Domingão acordamos com preguiça, mas mesmo assim fomos encarar a caminhada para a Pedra do Elefante, para escalar a via "Amigos são Diamantes" que desde sua conquita pelo Jacaré e Marcão está na minha lista de vias a serem escaladas.
O calor atrapalhou um pouco a caminhada, mas chegamos sem problemas à base, onde rapidamente nos equipamos e log saí guiando a primeira enfiada, que é bem longa, 60 metros que exigiu que o Rafael escalasse em simultâneo no final, pois sua corda já tinha tido a ponta cortada...
Via bonita, muito parecida com as vias adjacentes (Zênite e 5.15), escalamos sem problema, sempre comigo guiando, já que o Rafael estava cansado do dia anterior... Foi assim até chegar na enfiada crux, onde o Rafa me avisou que ele não conseguiria encarar o sétimo de parede, mesmo de segundo... Olhei pra ele com cara de cachorro de porta de igreja e ele, gentilmente, topou em me dar o segue até a próxima parada e depois voltar.
Assim eu saí em direção ao crux, numa movimentação delicada fazendo uma transversal à direita, usando bem os pés, até começar a subir e chegar numa barriguinha inclinada, que aproximei pela esquerda, distante o suficiente para não conseguir costurar uma chapa e assim passar o crux esticando mais que o normal. No final, o crux temido não era tão dificil, exigia sim boa movimentação e controle dos pés, mas nada demais, um típico "quintinho" do Jacaré! rsrsrsrsrs....
Descemos cedo da parede, sem finalizar a via. O bom é que este não finalizar me leva sempre de volta a Andradas que cedo ou tarde, eu acabo finalizando e fazendo mais. Que venha a próxima!
Veja mais:
:: Andradas - Campo escola de Tradicional. Coluna do Pedro Hauck - AltaMontanha.com
Rafael e eu numa parada da Monstro do Pantano
Rafael vindo de segundo na Monstro
Rafael na terceira enfiada da Savamu
Tóbi
Cabeça e Corpo do Elefante
Eu escalando a Amigos são Diamantes
Depois de passar o crux da Amigos. Parabéns Marcão e Jacaré pela linda via!
23 de agosto de 2010
Festival de Montanha de Itajubá
Rolou neste final de semana o oitavo Festival de Montanha do sul de Minas, que foi super legal!
Eu nunca havia ido para a cidade para escalar e não conhecia os locais de escalada desta privilegiada cidade sul mineira, digo locais no plural, pois são muitos e tive tempo de conhecer alguns poucos que mostrou toda a qualidade da região.
Estive na Pedra da Piedade e Anhumas apenas. Este ultimo, é o mais novo local da região e foi inaugurado durante o festival. Imagine, o pessoal procura a cada evento abrir um novo local de escalada, haja potencial!
Gostaria de agradecer ao Orlando Mohallen pelo convite de palestrar no evento. Foi uma grande honra falar ao lado de grandes escaladores como Cesinha e Edemilson Padilha, que acabou não palestrando por falta de tempo, não que eu tenho falado demais, mas por que estava muito frio e também porque a primeira palestra começou muito tarde... Tudo bem, falhas acontecem... mas não tiram o brilho do evento, que foi caprichosamente organizado.
O pessoal foi tão caprichoso, que fez camisetas de PET (mistura de algodão com plastico), colocaram croquis nas bases das vias, dentre outras coisas.
Legal também foi ver a disposição do Sr. Márcio e sua esposa em receber os escaladores em sua casa. O Sr. Marcio é dono da Fazenda onde fica a Pedra da Piedade e já chegou a proibir a escalada, mas voltou atrás e reconheceu o valor do montanhismo. Hoje ele está investindo em fazer uma estrutura de banheiro em seu terreno para receber os escaladores em um camping.
Bom, para quem não foi, fica aí a sugestão: Conheça Itajubá!
Eu nunca havia ido para a cidade para escalar e não conhecia os locais de escalada desta privilegiada cidade sul mineira, digo locais no plural, pois são muitos e tive tempo de conhecer alguns poucos que mostrou toda a qualidade da região.
Estive na Pedra da Piedade e Anhumas apenas. Este ultimo, é o mais novo local da região e foi inaugurado durante o festival. Imagine, o pessoal procura a cada evento abrir um novo local de escalada, haja potencial!
Gostaria de agradecer ao Orlando Mohallen pelo convite de palestrar no evento. Foi uma grande honra falar ao lado de grandes escaladores como Cesinha e Edemilson Padilha, que acabou não palestrando por falta de tempo, não que eu tenho falado demais, mas por que estava muito frio e também porque a primeira palestra começou muito tarde... Tudo bem, falhas acontecem... mas não tiram o brilho do evento, que foi caprichosamente organizado.
O pessoal foi tão caprichoso, que fez camisetas de PET (mistura de algodão com plastico), colocaram croquis nas bases das vias, dentre outras coisas.
Legal também foi ver a disposição do Sr. Márcio e sua esposa em receber os escaladores em sua casa. O Sr. Marcio é dono da Fazenda onde fica a Pedra da Piedade e já chegou a proibir a escalada, mas voltou atrás e reconheceu o valor do montanhismo. Hoje ele está investindo em fazer uma estrutura de banheiro em seu terreno para receber os escaladores em um camping.
Bom, para quem não foi, fica aí a sugestão: Conheça Itajubá!
Héctor apresentando o CMI durante a abertura do Festival
Camping e a Pedra da Piedade
Café da manhã no capricho
Pedra da Piedade
Davi observando a potencialidade da Pedra da Piedade
Sr. Nilson, dividindo a parada comigo e Davi na via "Fácil"
Luciano Fernandes na via Fernanda
Vale Tectônico
Segue pronta!
Via dificil que só fiz roubando...
Via Nem fudendo, só fiz com costuras colocadas, ainda faço sacando peças em móvel...
Novo Pico, Pedra da Anhumas
Galera na Anhumas
Héctor e Itajubá ao fundo
22 de junho de 2010
Escalada tradicional pra fazer bem pra mente
Escalada tradicional é um estilo de escalada em rocha em que o objetivo não é dificuldade ou a performance da escalada, mas sim a aventura, quase sempre com o intuito de chegar no cume de uma montanha. Estas vias, muitas vezes, são protegidas como podem, na maior parte das vezes em móvel, pois reflete sua conquista, de baixo para cima.
Escalada tradicional, clássica ou de aventura é o estilo de escalada que eu mais gosto e um dos melhores locais para se praticar é Andradas, no Sul de Minas, onde podemos dizer que há um verdadeiro campo escola deste tipo de escalada, já que tem vias de sobra neste estilo e diferentes dificuldades.
Fui para Andradas na sexta junto com o Davi Marski com o intuito de escalar para se divertir e tivemos uma surpresa ao chegar lá, ficamos com o tradicional refúgio do Pântano só para nós, pois ninguém apareceu neste fim de semana, que teve tempo bom o tempo todo.
Com a montanha só pra gente, mas sem croquis, decidimos escalar a via “Pão Francês”, que eu conhecia por ter feito o rapel nela quando escalei a “Andragônia”, uma das vias mais exigentes do local no ano passado, junto com o Jacaré, dono do refúgio.
Entramos na via com as informações da Headwall n. 1, que dizia que a via tinha um crux de 5sup. Logo de começo erramos a via e fizemos a primeira enfiada da “Manteiga derretida”, mesmo com este deslize, conseguimos voltar pra Pão e eu guiei a segunda enfiada, que era super exigente e muito interessante.
Esta enfiada começa escalando por baixo de algumas lacas grandes, que fazem um tipo de mini tetos em móvel. Usa-se o vão destas lacas para equipar em móvel e a laca propriamente dita, é pinçada com a mão. Os pés, ficam na aderência e assim vamos progredindo. Na seqüência, há um lance delicado de aderência, mas com proteção fixa, um lance digno do “quintinho de Andradas”, que em escalou sabe o que é... Se “quinto” grau por lá já é difícil, imagem um sup? O Davi também achou difícil e pediu para eu continuar guiando...
A terceira enfiada é uma canaleta inteira em móvel, super legal, mas IV! Ô Jacaré, ta certo que não é nenhum bicho de sete cabeças, mas também não é fácil assim né!
Cheguei na parada cansado e sedento, já meio mole de sede.... Antes eu já estava sentindo falta de água, mas como subimos como apenas 600 ml de água, tivemos que racionar. Quando fizemos uma reunião na parada da 4 enfiada, vimos que erramos na estratégia de levar pouca água, mas mesmo assim continuei, até chegar em outro lance de 5sup, aonde eu já estava zonzo de sede e tive que descer, pois nesta altura do campeonato, o prazer havia sido substituído pelo cansaço.
Chegamos cedo no refúgio e sedentos... que horrível é ficar desidratado! Já descansando, peguei uma outra revista Headwall que falava sobre Andradas e vimos que numa edição mais recente, a Pão Francês estava graduada em 6sup... Aí sim entendi que este “quintinho” de Andradas estava de fato equivocada... Escalando isso em móvel e esticando corda, é melhor pensar que era mais fácil, ajudou na escalada.
No dia seguinte fomos para o campo escola, aonde fizemos algumas vias e repetimos a Nirvana, uma das linhas mais bonitas do local. Esta escalada fluiu com muita facilidade e chegamos de volta ao refúgio a tempo para ver o Brasil ganhar da Costa do Marfim na Copa.
Apesar de não ter feito nenhuma escalada excepcional, nosso climb for fun foi muito bom. Foi bom também ver que mesmo tanto tempo longe da rocha eu ainda estou bem psicologicamente e tecnicamente. Claro que não estou 100%, mas o montanhismo é assim, um eterno desafio aos seus limites, sempre se esforçando pela melhor prática e nunca parando de aprender.
Escalada tradicional, clássica ou de aventura é o estilo de escalada que eu mais gosto e um dos melhores locais para se praticar é Andradas, no Sul de Minas, onde podemos dizer que há um verdadeiro campo escola deste tipo de escalada, já que tem vias de sobra neste estilo e diferentes dificuldades.
Fui para Andradas na sexta junto com o Davi Marski com o intuito de escalar para se divertir e tivemos uma surpresa ao chegar lá, ficamos com o tradicional refúgio do Pântano só para nós, pois ninguém apareceu neste fim de semana, que teve tempo bom o tempo todo.
Com a montanha só pra gente, mas sem croquis, decidimos escalar a via “Pão Francês”, que eu conhecia por ter feito o rapel nela quando escalei a “Andragônia”, uma das vias mais exigentes do local no ano passado, junto com o Jacaré, dono do refúgio.
Entramos na via com as informações da Headwall n. 1, que dizia que a via tinha um crux de 5sup. Logo de começo erramos a via e fizemos a primeira enfiada da “Manteiga derretida”, mesmo com este deslize, conseguimos voltar pra Pão e eu guiei a segunda enfiada, que era super exigente e muito interessante.
Esta enfiada começa escalando por baixo de algumas lacas grandes, que fazem um tipo de mini tetos em móvel. Usa-se o vão destas lacas para equipar em móvel e a laca propriamente dita, é pinçada com a mão. Os pés, ficam na aderência e assim vamos progredindo. Na seqüência, há um lance delicado de aderência, mas com proteção fixa, um lance digno do “quintinho de Andradas”, que em escalou sabe o que é... Se “quinto” grau por lá já é difícil, imagem um sup? O Davi também achou difícil e pediu para eu continuar guiando...
A terceira enfiada é uma canaleta inteira em móvel, super legal, mas IV! Ô Jacaré, ta certo que não é nenhum bicho de sete cabeças, mas também não é fácil assim né!
Cheguei na parada cansado e sedento, já meio mole de sede.... Antes eu já estava sentindo falta de água, mas como subimos como apenas 600 ml de água, tivemos que racionar. Quando fizemos uma reunião na parada da 4 enfiada, vimos que erramos na estratégia de levar pouca água, mas mesmo assim continuei, até chegar em outro lance de 5sup, aonde eu já estava zonzo de sede e tive que descer, pois nesta altura do campeonato, o prazer havia sido substituído pelo cansaço.
Chegamos cedo no refúgio e sedentos... que horrível é ficar desidratado! Já descansando, peguei uma outra revista Headwall que falava sobre Andradas e vimos que numa edição mais recente, a Pão Francês estava graduada em 6sup... Aí sim entendi que este “quintinho” de Andradas estava de fato equivocada... Escalando isso em móvel e esticando corda, é melhor pensar que era mais fácil, ajudou na escalada.
No dia seguinte fomos para o campo escola, aonde fizemos algumas vias e repetimos a Nirvana, uma das linhas mais bonitas do local. Esta escalada fluiu com muita facilidade e chegamos de volta ao refúgio a tempo para ver o Brasil ganhar da Costa do Marfim na Copa.
Apesar de não ter feito nenhuma escalada excepcional, nosso climb for fun foi muito bom. Foi bom também ver que mesmo tanto tempo longe da rocha eu ainda estou bem psicologicamente e tecnicamente. Claro que não estou 100%, mas o montanhismo é assim, um eterno desafio aos seus limites, sempre se esforçando pela melhor prática e nunca parando de aprender.
Passagem de um dos lances mais difíceis da Pão Francês.
Corujas entocadas na via....
Bonita colocação...
Davi no começo da Nirvana
Pedra do Pantano.
Indo de segundo na Nirvana.
Davi Marski e Eu na P2 da Nirvana.
Guiando a terceira enfiada da Nirvana.
E subindo...
Fogão a lenha e Toby no refúgio do Pantano.
Davi e dona Nice.
5 de abril de 2010
Repondo as energias em Andradas
Pedra do Pantano - Andradas
Neste feriado resolvi ir á Andradas, Sul de Minas. Um dos lugares que eu mais gosto de escalar por vários fatores.
Primeiro por que são vias longas, mas não gigantes, ou seja, predomina escalada tradicional que não exige pressa. Segundo que as vias são bem arrojadas, tem uma dificuldade média, precisam de experiência e conhecimento com uso de móveis, exigindo que o escalador pense e não apenas faça força.
Por último, a companhia em Andradas é sempre agradável no Refúgio do Pantano, onde somos sempre bem recebidos pelo Pedro Zeneti "Jacaré", Dani e a dona Nice, além é claro do Tobi, o cachorro malandro da Dani.
Tobi - Foto Eliza Tratz
Desta vez não deu para escalar muito, pois a chuva caiu forte dois dias inteiros e só deu para escalar um pouquinho na sexta. Foi o suficiente para eu poder repor minhas energias e conhecer outra via clássica da região, a Nirvana.
Esta via tem as caracteristicas que eu gosto. Via tradicional de média dificuldade, uso de móvel, alguns esticões, visual lindo e aventura. Ela tem apenas 90 metros de altura, mas tem tudo isso.
Escalando a Mugido e a Urubú - fotos Eliza Tratz
Além de escalar esta via, ainda escalei a laca móvel da Mugido da Vaca louca e a Urubu na Nóia com o Davi Marski. Foi só isso que deu pra fazer antes da chuva cair e acabar com o feriado.
O Suum é uma pastilha que misturamos com água, numa proporção de 1 pastilha para cada 1/2 litro. Uma vez misturado, aquele suco vira um isotônico que não somente mata a sede, como recompõe seus sais e dá um ânimo muito grande. O melhor de tudo, o gosto é muito bom e a pastilha é super pequena, leve e fácil de carregar na mochila.
Achei um produto muito interessante para quem deseja escalar vias longas, debaixo de sol e calor, onde não podemos levar peso e nem mesmo muita água. Com este repositor, a gente mata muito mais a sede e isso ajuda bastante a escalada. Aprovado!
13 de outubro de 2009
Feriado em Andradas
Andradas é um lugar muito especial, pois tem um estilo que eu gosto muito. Mistura vias de dificuldade média, com um estilo arrojado, com muita colocação de móveis, alguns esticões em lances fáceis e vias de tamanho médio, com mais ou menos 200 metros de extensão.
Neste feriado estive lá com meus amigos do CPM, Ronaldo Montalto, Karla Schmiguel e Edilson "Tchiba". Além deles, esteve lá o Hilton Benke e outra galera muito gente boa, como a Janine Cardoso, o Felippo Croso, Davi Marski, além dos sempre prestativos Pedro Zenetti "Jacaré" e a dona Nice, que cuida do Refúgio do Pantano.
Escalamos nos três dias do feriado, com direito à um dilúvio que nos pegou no meio da parede da via Vulcano, na Pedra do Elefante, no sábado, onde tivemos que fazer um rapel complicado e muito molhado. Escalamos a via Paredão CEAR no domingo, uma via que tem lances de 7a (?), esticões enormes e é super exigente. Na segunda fomos pra Pedra do Pantano e escalei com o Hilton a via Savamu, que é muito bonita.
Ronaldo, Karla, Tchiba e Hilton na base da Era do Gelo.
Tchiba fazendo suas primeiras colocações em móvel.
Ronaldo na Era do Gelo.
O trio Tchiba, Karla e Ronaldo visto desde a Vulcano.
E vem a chuva!
Cachoeiras na Pedra.
Pedra do Elefante debaixo de chuva.
Hilton na chuva.
Chuva e Sol.
Equipos secando da chuva.
Escalando o Paredão CEAR.
Colocação bonita!!
Procurando lugar pra proteger em móvel. Puta esticão essa 4 enfiada da via!
No cume da Pedra.
Hilton no cume da Pedra do Elefante.
Café da manhã animado. Hilton, Karla (de costas), Samantha Chu, Jacaré e Davi.
Se equipando na Pedra do Pantano.
Eu na via Savamu. Foto do Jacaré.
Savamu. Foto do Jacaré.
Janine na Universo Paralelo. Foto do Jacaré.
Janine.
Ronaldo na Monstro do Pântano."
Janine Cardoso escalando a Universo Paralelo na Pedra do Pantano. Foto Jacaré.
Novo companheiro do Refúgio: O levado Toby. Cuidado com os chinelos!!!
Neste feriado estive lá com meus amigos do CPM, Ronaldo Montalto, Karla Schmiguel e Edilson "Tchiba". Além deles, esteve lá o Hilton Benke e outra galera muito gente boa, como a Janine Cardoso, o Felippo Croso, Davi Marski, além dos sempre prestativos Pedro Zenetti "Jacaré" e a dona Nice, que cuida do Refúgio do Pantano.
Escalamos nos três dias do feriado, com direito à um dilúvio que nos pegou no meio da parede da via Vulcano, na Pedra do Elefante, no sábado, onde tivemos que fazer um rapel complicado e muito molhado. Escalamos a via Paredão CEAR no domingo, uma via que tem lances de 7a (?), esticões enormes e é super exigente. Na segunda fomos pra Pedra do Pantano e escalei com o Hilton a via Savamu, que é muito bonita.
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