Blog do Pedro Hauck: Palestras
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18 de maio de 2011

Palestra: Geografia das Montanhas na UNIFEV

Nesta segunda feira, dia 16 de Maio, ministrei uma palestra intitulada "Geografia das Montanhas" na UNIFEV em Votuporanga - SP, abrindo a XI Semana Acadêmica das Ciências Biológicas e Geografia desta Universidade.

Nesta palestra, abordei os principais aspectos geomorfológicos, fitogeográficos e humanos das montanhas de altitude. Apesar de ter uma base técnica, usei bastante minha experiência de montanhista para ministrar e ilustrar a apresentação. Contei histórias e fiz o público aprender rindo. Foi bastante produtivo.

Esta palestra que é focada para estudantes em geral, mas principalmente para os universitários das geociencias é mais uma das tantas que eu costumo ministrar (mais detalhes desta palestra no link "cursos e palestras").

Eu na abertura da Semana Acadêmica. Foto Flávio Junior de  Paulo Ribeiro

A semana BIOGEO acontece todos os anos e é um dos principais eventos academicos da UNIFEV (veja mais).

Espero voltar mais vezes em Votuporaga e ministrar outras palestrar e cursos. Aproveitando, agradeça ao Fernando e à Maisa pelo convite e por viabilizar minha ida à cidade.


26 de setembro de 2010

Palestra na Aventure Sports Fair, como foi:

Nesta sexta fui para São Paulo ministrar uma palestra na Adventure Sports Fair (AFS), que é a maior feira de esportes de aventura no hemisfério sul. Confesso que fiquei muito contente com o convite, aliás não é para qualquer um receber um convite destes e ser palestrante lá no Anhembi.

A primeira vez que estive na AFS foi em 2001. Na época, a feira é muito maior e mais movimentada do que hoje. Os esportes de aventura eram moda e nesta época, São Paulo vivia uma fase de grande crescimento na escalada, haviam várias ginásios, as rochas eram cheias de pessoas, os festivais, como o blox, movimentava muita a cultura da escalada e do montanhismo (hoje o blox não existe por conta do comportamento boicotador de uns poucos montanhistas). Enfim, era uma época que ser montanhista em São Paulo não era algo tão solitário...

Me lembro de visitar a feira, no pavilhão da bienal do Ibirapuera, e ficar batendo perna o dia inteiro, ver dezenas de palestras de pessoas conhecidas, era muito legal! Claro que me imaginava lá também contando minhas aventuras, que embora fossem muito modestas, eram de fato "aventura", como foi minha primeira expedição nos Andes, onde fiquei, junto com o Maximo Kausch, 5 meses andando de carona, até chegar em Ushuaia.

Enfim, depois de muito tempo praticando meu montanhismo e contribuindo de várias formas, como sendo editor do AltaMontanha.com, enfim chegou minha vez de poder passar minha mensagem lá na feira e esta mensagem foi exatamente falando sobre o que eu pratico (o montanhismo, né!), numa abordagem histórica, contando a evolução dos estilos, dos valores e dos problemas de nossa atividade.

Pra quem não entendeu o recado, fiz um diagnóstico de porque a feira de esportes de aventura não é mais tão grande como há 10 anos atrás.... Pois, na minha opinião, há um conflito de valores muito grandes entre estes de nosso atual momento histórico e os valores originais do montanhismo. Que conflitos são esses?

Bem, é só olhar para a foto abaixo para entender um pouco...


Agradeço meus amigos Parofes, Davi Marski, Tacio Philip e Sandra Nakamatsu de poderem, em plena sexta feira, prestigiar esta minha palestra, além é claro, da organização da feira pelo convite.

As idéias contidas nesta palestra estão sendo aglutinadas em um livro, que mesmo que lentamente, está ganhando forma... Quem sabe organizando elas podemos descobrir saídas para um crescimento saudável do montanhismo? Bom, vamos esperar....

19 de setembro de 2010

Palestra na Aventure Sports Fair

Nesta sexta feira, dia 24, estarei ministrando uma palestra na Adventure Sports Fair.

A palestra é sobre a história do montanhismo e a mudança de relação entre homens e a montanha, evolução de equipamentos, técnicas e mudança de valores.

Esta palestra é baseada em diversos estudos que eu venho fazendo sobre a história do montanhismo desde 2003. Todas estas reflexões estão publicadas em dezenas de artigos no AltaMontanha, mas não de forma objetiva com na palestra. Se vc estiver por São Paulo e quiser ver, passa lá...

Onde? Adventure Sports Fair - Palco da Água
Quando? Ás 15:30 na Sexta Feira - Dia 24/09/10

17 de agosto de 2010

Festival de Montanha de Itajubá 2010: Eu vou!

Demorou pra eu conhecer esta cidade mantiqueirana tão privilegiada para o montanhismo e escalada e isso acontecerá de uma  maneira muito positiva, pois eu fui convidado pelo Orlando para ser palestrista nesta edição de 2010. Ao meu lado terei o Ed Padilha e o Cesinha, será uma grande honra estar lá.

Minha palestra será no sábado e irei abordar a expedição à Bolívia que eu o Maximo fizemos no ano passado. Naquela ocasião, fomos de carro para os Andes e escalamos as quatro montanhas mais altas do país: Sajama, Illimani, Ancohuma e Illampu. Houveram muitos contratempos nesta expedição, mas no final tudo deu certo!

Bom, espero poder contar com vc´s em Itajubá, teremos um ótimo evento com muita gente boa contando suas experiências.

Para saber mais, clique na foto abaixo:




4 de maio de 2010

Palestra 4 Gigantes bolivianos


 Nesta Quarta Feira, dia 05/05/10, ministrarei uma palestra sobre a expedição que eu realizei na Bolívia no ano passado junto com Maximo Kausch.

Na ocasião, escalamos as 4 montanhas mais altas daquele país andino, numa viagem cheia de imprevistos e muita aventura.

Se você estiver por Curitiba, vá ao CPM e prestigie a palestra.

Palestra 4 Gigantes Bolívianos
Onde: CPM - Rua Flávio Dallegrave nº 5044 - Boa Vista
Quando: Quarta Feira - 05/05/10 - 20 hs 


Veja mais no AltaMontanha.com

26 de março de 2010

É Hoje: Palestra História do Montanhismo na Unicamp


Hoje estarei apresentando a palestra: "História do Montanhismo".

O Evento marca a abertura da temporada de escalada do GEEU, Grupo de Escalada Esportiva da Unicamp - Campinas SP.

Trata-se de um tema que eu estudo há anos e uma palestra que costumo ministrar nos cursos de iniciação ao montanhismo pelo Clube Paranaense de Montanhismo.

Nesta palestra eu trato da evolução do montanhismo, relacionando os períodos históricos com a maneira de se pensar e de agir na montanha. Quais foram as influências que marcaram grandes feitos no esporte, como isso refletiu no montanhismo brasileiro e como o montanhismo foi se transformando numa cultura praticada no mundo inteiro.

Então, se você estiver por Campinas ou região, apareça!

Onde: Anfiteatro do FEF - Unicamp - Campinas SP
Quando: Sexta Feira - dia 26/03 às 18:30 horas

Prévia: Leia meu artigo, História do Montanhismo, publicado no site AltaMontanha.com

31 de janeiro de 2010

Palestra na Defesa Civil

Nas últimas semanas estive afastado da montanha, primeiro por conta das chuvas que não páram e depois para estudar para concursos e também para as séries de palestras que venho ministrando voluntáriamente. O governo investiu em mim, tive uma ótima qualificação e tenho que retribuir de alguma forma.

As chuvas que nos impede de ir pra montanha, causam grandes tragédias também. Nossos problemas são ridículos diante dos outros problemas gravíssimos que vêm acontecendo.

A maior parte da população brasileira vive próximo ao atlântico, numa região natural onde o relevo é muito amorreado e colinoso, com sistema de serras anteriormente florestados. Um território de difícil ocupação.

Desenvolvemos nosso sistema econômico urbano e industrial nestas paisagens. Logo, os poucos espaços disponíveis para serem ocupados sem riscos foram usados e toda uma população sem recursos foram viver lugares inaptos para tal uso.

A realidade da ocupação do espaço é dialética e histórica e ela se manifesta materialmente sob a forma de favelas nas antigas várzeas de rios, nas encostas inclinadas dos morros, locais que nunca deveriam receber construções humanas. Para piorar, estas pessoas não têm o mínimo recurso e quando ocorrem fenômenos climáticos de chuvas intensas, eles são os primeiros a sofrerem e quem arca com os prejuízos é o poder público.

Quem é culpado pelos desastres das chuvas? A natureza? Os pobres que ocupam as áreas desvalorizadas? Quem especula os imóveis e fazem os pobres ocupar estas áreas? O ser humano como um todo que alterou a paisagem, causando desequilíbrios?

A resposta mais sensata é, todos eles...

Não resta dúvida que exista uma indústria da tragédia que vive de realizar trabalhos urgentes sem licitação. Há também gente que lucra com a especulação e uma grande injustiça de termos que socializar os prejuízos. Tudo isso é resultado da falta de planejamento que provocou a concentração de gente e de renda em São Paulo, provocando a necessidade de ter que desenvolver a economia por lá. Para terem uma idéia, cerca de 60% das pessoas que moram em SP dizem que se tivessem oportunidade deixariam a cidade, mas não deixam, pois é lá que está o emprego...

Hoje podemos falar que existe no Brasil uma população de refugiados ambientais. São eles, os sem teto das chuvas de Santa Catarina em 2008, de Angra dos Reis, São Luis do Paraitinga e da zona Leste de São Paulo neste ano.

Cada caso é um caso, mas podemos dizer que a razão de existir estes flagelados é por culpa do sistema econômico, e não das chuvas. Porque permitiu-se a construção de hotéis e casas na base de grandes morros nos sistema montanhoso da Serra do Mar, porque permitiu-se o plantio de milhares de hectares de florestas de Eucalipto em áreas de mares de morros no alto da bacia do rio Paraíba, e porque permitiu-se a ocupação da várzea do Rio Tietê? A resposta é simples: Para o que dá dinheiro tudo, para o que não dá dinheiro nada!

Na cidade onde eu cresci, Itatiba – SP, esta lógica do sistema está sendo aplicada. Vivemos um caos ambiental que só tende a piorar e ao longo do tempo resultar em tragédias, como já está acontecendo em pequena escalada para as pessoas que vivem ao longo do vale do rio Atibaia. O mau uso do solo está resultando no assoreamento dos rios, provocando enchentes no verão e falta de água no inverno.

Desta vez que as chuvas estão sendo mais intensas, está ocorrendo pela primeira vez prejuízos materiais e econômicos.

Minha palestra na Defesa Civil foi para alertar que os problemas não são por causa de uma mudança global no clima, mas sim mudanças locais no meio ambiente. Não adianta pensar numa esfera de atmosfera, se ecossistemas (geo e biosfera locais) estão em desequilíbrio provocando a destruição.

Espero que a minha palestra tenha sensibilizado para que as pessoas tentem buscar a solução dos problemas e não apenas remediá-los com obras urgentes, onerosas e impactantes que serão necessárias novamente quando outra chuva forte acontecer.

A solução é buscar minimizar os impactos, recuperar as matas ciliares, desaassorear os rios, reflorestar as encostas íngremes, evitar a impermebilização dos solos, impedir o escoamento superficial da água, permitir a infiltração dela no solo, reduzir as ilhas de calor urbano, ou seja, promover um planejamento ambiental urbano e rural em contraposição as medidas emergenciais.

Isso é um grande desafio, espero que eu tenha outras oportunidades de poder falar sobre isso, não apenas aqui neste blog...

Veja as fotos abaixo e os comentário. Quem se responsabilizará por recuperar estes ambientes? Me digam se resolver os problemas abaixo é uma atividade economica que dá dinheiro?

Encostas sem a floresta nativa e improdutivas, falta de mata ciliar protegendo as drenagens da sedimentação e o resultado: Assoreamento do rio. Isso provoca enchentes.

Solução de engenharia para fazer a água escoar em drenagem assoreada. Grande impacto na paisagem para não resolver o problema, já na proxima chuva haverá novamente sedimentação, "entopindo" o rio.

Deslizamento de encosta por causa da chuva e escoamento superficial por falta da cobertura vegetal. Poderia ter sido uma tragédia se fosse uma área ocupada, entretanto o atulhamento do rio irá provocar outra dentro do sistema da drenagem.

Resultado do escoamento de água superficial em uma area de eucaliptais. As florestas de eucalipto não protegem o solo da erosão. Nesta foto, há uma estrada que é asfaltada, mas ela foi coberta por lama vinda de uma fazenda que planta eucalipto em encosta. Quem arcará com o prejuízo? o fazendeiro que não faz o manejo adequado ou a prefeitura?

Resultado do escoamento superficial de água sobre área de pastagem. O capim protege o solo com seu sistema radicular, mas permite o escoamente superficial de água que com uma declividade acenturada ganha energia, vindo a causar destruição à juzante. Veja a quantidade de materia que foi transportado pela água que destruiu um alambrado.

Enchente ocasionada pela deficiencia de vasão de um lago assoreado.

Detalhe para o lago. Onde está a água? Bancos de areia já estão aflorando, tamanho é o assoreamento. Quem pagará a recuperação da capacidade deste lago armazenar água? Será recuparado a mata ciliar para o impedir o aporte de sedimentos para dentro do lago?

Barranco de estrada desmoronando durante chuva forte. Estradas rurais mal conservadas e sem sistema de drenagem viram rios com as chuvas.



25 de janeiro de 2010

Palestra sobre a Serra dos Cocais

Paisagem na Serra dos Cocais


A Serra dos Cocais é uma das últimas serras do planalto atlântico paulista rumo ao interior. É uma região de uma paisagem excepcional, seja por conta de seu relevo, onde afloram diversas rochas, quanto por conta de sua cobertura vegetal, onde se mistura a floresta estacional semi decidual, cerrados e individuos relictuais de caatinga.

Para quem gosta de escalar, a Serra é o paraíso dos boulders da região de Campinas. Localizada entre Valinhos e Itatiba, dá pra ver de seu topo os prédios do centro de Campinas e até as chamas da refinaria de Paulínia, não é a vista mais bonita que se pode esperar de uma montanha, mas a proximidade da metrópole dá a importância para sua conservação e também mostra o perigo, pois a cidade está muito próxima.

Apesar de já ser totalmente alterada, a manutenção da economia rural na Serra dos Cocais é muito importante, pois ali existe um ecossistema que é responsável pela manutenção de muita vida, seja por conta de sua biodiversidade, quanto por conta da água das nascentes que irão abastecer as cidades da região. Por isso ali é uma área inapta para a urbanização.

Por conta de todos estes argumentos, no último sábado, dia 23, eu fui a Valinhos proferir uma palestra, na ocasião da criação da Associação Amigos da Serra dos Cocais, para dar força ao movimento que pretender conservar a aludida Serra.

Pretendo nos próximos meses estar publicando um artigo científico com um resumo de tudo o que eu já pesquisei sobre a Geografia Física da Serra dos Cocais para poder dar mais argumentos, reiterando a necessidade da criação de uma APA e ter instrumentos legais contra a expansão urbana e favor de um uso mais apropriado do solo na região.

Enquanto isso, quem quiser ter acesso a outros artigos que eu já produzi sobre a Serra dos Cocais é só ir nos links abaixo:


A Paisagem primitiva da Serra dos Cocais, setor ocidental do planalto atlântico paulista

Campos, matas e mandacarus: A Teoria dos Refúgios Florestais aplicada ao estudo da Paisagem da Serra dos Cocais entre Itatiba e Valinhos - SP.
 

Paisagem na Serra dos Cocais

Este sou eu explicando superfícies de erosão na palestra do sábado.