Blog do Pedro Hauck: Andradas
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20 de novembro de 2014

Adeus Davi Marski

Escalei muitas vezes com o Davi. Frequentava sua casa e o considerava um grande amigo. Toda vez que eu lembro do Davi, lembro também de Andradas, pois foi lá onde mais escalamos e nos divertimos. Aliás, lembrar do Davi é ter boas recordações, de muitas risadas, pois ele era muito brincalhão e engraçado.

O Davi foi quem me apresentou à via Nirvana, na Pedra do Pantano. Lembro-me de ter escalado ela duas vezes com ele e de como ele conhecia bem todos os movimentos desta via. O Davi também gostava muito da Bolívia e era sempre muito bom conversar com ele sobre as montanhas daquele país, que eu também gosto demais.

Estou triste e chocado. O Davi era um grande parceiro, mas nos últimos anos não pude conversar muito com ele. Primeiro pela distância, segundo por que nos distanciamos, em uma daquelas coisas que acontecem sem querer na vida e que me sinto culpado.

É o segundo grande amigo que perco este ano.

Davi Marski e eu na via Nirvana (Andradas) em 2010.
http://altamontanha.com/Noticia/4575/falece-o-montanhista-davi-marski

2 de novembro de 2014

Passagem rápida por Andradas

Após 4 anos sem dar as caras em Andradas resolvo dar uma passadinha para matar a saudades. Por sorte tudo continua como sempre foi, sendo bem recebido pela simpática dona Nice no Abrigo do Pantano e tendo as belas vias das montanhas da região para se divertir.

Meu objetivo desta vez foi introduzir a Maria numa escalada tradicional, fazendo ela guiar, o que não é fácil. Para isso escolhi a via 5 e 15, que com 190 metros de altura, 7 enfiada, é uma das mais lindas do local, uma via quase toda um quinto grau, proteções espaçadas e máximo aproveitamento de fendas naturais para proteção em móvel.

A idéia era irmos alternando as enfiadas. E foi mais ou menos isso o que aconteceu, pois como saí guiando, coincidiu da Maria ter que guiar a enfiada crux, que ela acabou passando pra mim. Mesmo assim fiquei orgulhoso, pois em apenas 10 meses escalando, fazer o que ela fez não foi fácil, tanto pela exposição dos lances de proteção fixa, quanto por ela ter guiada uma enfiada em móvel. 

Isso que é aluna prodígio!

Pedra do Elefante em Andradas

Maria de segundo.

Maria guiando a segunda enfiada da via 5 e 15.

Maria guiando na Pedra do Elefante em Andradas




Eu e Maria no cume.

22 de setembro de 2010

Andrando na Pedra do Boi

Seguindo nosso planejado, no domingo fomos para outro morro da Serra do Pau D´Álho em Andradas, o morro do Boi, que das três rochas é a menos freqüentada. A razão para isso é que no boi há vias mais comprometedoras e a aproximação é mais longa e cansativa, mas é compensada no final quando chegamos à um belo bosque, de onde descortina aquele monólito belíssimo com vias de muita qualidade.

O objetivo do dia era escalar a via Irmãos rocha, uma via que começa em um grande diedro bastante inclinado em móvel de duas enfiadas e depois continua até o cume. É uma via exigente e eu já havia experimentado a primeira enfiada no ano passado e agora quis repetir ela inteira.

Deixei o Tacio guiar a primeira, e ele fez sem muitas dificuldades e gostando muito da qualidade da via e de suas colocações de Camalots e nuts a prova de bomba. Em seguida fui eu limpando e me preparando para a segunda enfiada, que é a mais comprometedora, pois é em móvel e é bem difícil, pra mim, um 7a, sendo que nem todos os locais há boas colocações, o que exige certo esticãozinho.

O começo da via é bem difícil. A gente tem que proteger no diedro, mas escalar fora dele, usando micro agarras e muita aderência em um local bem inclinado. Depois voltamos pro diedro, em um local onde a fenda é mais larga e onde não cabiam as minhas peças, que eram pequenas demais...  Ali passei um perrengue enorme, até por que depois deste trecho, a fenda some de novo e a gente tem que guiar sem proteção novamente nas aderências e micro agarras de sétimo. Difícil!

Para finalizar, o diedro faz um tetinho e a gente tem que sair dele para finalizar a via. Foi muito trabalhoso e diversas vezes fui buscar as agarras no “pega ou cai”. Felizmente não caí.

O Tacio veio em segundo, também enfrentando as mesmas dificuldades. Chegou na reunião e já se preparou para a guiar a terceira enfiada, um outro 7a bem delicado, mas pelo menos fixo. Fui na seqüência e vi o comprometimento. Este trecho me lembrou muito a via Jô Casta do Anhangava, com a diferença que é de parede e que o lance é muito mais longo.

A Irmãos Rocha é de fato uma via bem comprometedora, são três enfiadas seguidas de 7a, duas delas em móvel.  Depois destas três, segue mais duas mais tranqüilas, mas também bonitas, até o cume do Morro do Boi.

Estas andranças de fim de semana me motivam muito a escalar. Andradas é um local que puxa nosso limite físico e psicológico e o volume de vias que tenho feito por lá tem me proporcionado além de experiência, muita confiança e puxado bastante meu nível.

Muitos treinam para poder escalar estas vias, já foi assim comigo. Na primeira vez que estive em Andradas, em 2004, eu procurei as vias mais fáceis e grampeadas, pois não tinha móveis e morria de medo deste estilo de escalada. Hoje eu busco exatamente as vias em móveis.

Aquilo que era inalcançável para mim há 6 anos atrás, hoje se tornou escaladas normais. Acho que de todos os benefícios de andrar, o maior é esse: A evolução!

Continuarei nas andranças....

Pedra do Boi

Tacio na primeira enfiada da Irmãos

Limpando a primeira enfiada

Segunda enfiada


Tacio no começo da terceira enfiada

Trecho dificil da terceira enfiada

Bonito hein!

21 de setembro de 2010

Andrando

Andrar é um novo verbo que significa escalar em Andradas. Trata se de um verbo que melhor que conhecer é conjugá-lo: Eu andro, Tu andras, nós andramos...

Pois bem, eu tenho andrado bastante e não foi diferente neste último final de semana, onde estive andrando pela Pedra do Pântano e do Boi.

Para deixar mais curto o relato, dividi ele em dois, de forma que fica mais fácil também para quem quiser andrar nas vias que eu andrei, achar estes relatos na net e repetir estas andrações.

Fui para Andradas com o Tacio Philip e sua namorada Paulinha na sexta, e sábado de manhã já estávamos caminhando até a Pedra do Pântano, localizada bem próxima ao refúgio, que novamente estava vazio (estranho ter tão poucas pessoas andrando...).

Chegando à rocha, fui direto escalar a via Pão Francês, que eu havia escalado pela metade com o Davi Marski uns meses atrás e que no meio da parede fomos acometidos de uma sede violenta e falta d´água...

Desta vez fomos preparados e deixei com o Tacio a incumbência de guiar a primeira enfiada, onde fica o primeiro crux da via (eu acho ser um 6sup), feito em móvel em um esquema de mini tetos muito peculiar que ele mandou com facilidade e dor no pé (pressão na aderência).

Tacio no primeiro crux

Em seguida fui eu guiar a segunda enfiada, um quarto grau tranqüilo numa canaleta imensa, feita inteira em móvel. Esta canaleta é tão profunda que em muitos trechos ela é escalada meio que em chaminé. Gosto bastante deste trecho, pois ele é bem técnico e bacana para usar as proteções, mas o Tacio não gostou muito não, acho que ele não gosta de chaminé... Quando fizemos a reunião na parada, pedi pra ele pra poder guiar a terceira enfiada, pois lá estava o crux que eu queria guiar e lá fui eu...

Pois bem, esta enfiada é bem técnica, com muito posicionamento e dificuldade constante acima do sexto grau. Há duas proteções fixas e depois é tudo em móvel, inclusive o tetinho que é o crux da via. Lá, coloquei duas peças pequenas antes do lance e protegi o crux, numa fendinha meio aberta, com um camalot .5, que ficou bem suspeito, mas que no final nem precisou de ser testado, pois acabei passando, mesmo com certa dificuldade. Achei difícil o lance: 7a, mas sei lá, de repente passei um pouco mais perrengue que o normal. Dali até o cume foi uma escalada bem tranqüila, de pura curtição.
Lance delicado do crux

A Pão Francês é graduada desta maneira: 5 VI E3 (150 metros). Eu, no entanto, acho que este grau está desatualizado e sugiro uma atualização para 5 VIsup ou então VIIa na dependência deste segunda crux que é bem comprometedor...

Descendo da Pão, fomos para nosso segundo objetivo do dia, escalar a via Baguete Não.

O Tacio guiou a primeira e segunda enfiada num só esticão totalizando 60 metros. Quase que tive que sair à francesa para ele chegar na parada, mas não foi necessário. Quando cheguei na reunião, depois de limpar tudo, dei de cara com a terceira enfiada, que eu já esperava ansiosamente para guiá-la.

Esta terceira enfiada é um lindo diedro em móvel que no croquis diz ser 6 grau, mas eu acho que também é subcotado, sendo pelo menos 6sup (embora eu ache que seja um 7a bem consolidado).

Enfim, saí guiando esta linda enfiada e com muito trabalho consegui chegar na terceira parada, onde acaba a escalada livre e começa um lance artificial.
Guiando o diedro. Fotos do Tacio

Tacio vindo de segundo


Eu não sou muito bom em artificial, acho uma escalada tensa. Como gosto de agilidade na escalada, eu acabo sendo impaciente para fazer este estilo, deixei com o Tacio a tarefa de guiar o lance, mas mesmo assim não rolou. O Tacio sofreu um acidente escalando uma via A2+ no ano passado e ele ainda não recuperou a confiança. Mesmo o lance da Baguete sendo considerada um A1+, este grau é relativo à segurança (no lance tem uma chapeleta pra segurar queda), mas não à colocações e nisso este trecho em artificial é foda, pois as colocações são ruins e inclusive uma delas saiu quando o Tacio tentava progressão. Resultado, desistimos da via...
Tentativa de escalar a quarta enfiada

Para acabar o dia, levei o Tacio para a Monstro do Pântano, que é uma das vias mais bonitas da pedra e ele fez ela à via unindo as duas enfiadas em uma só, escalando os 50 metros da via de uma vez, o que demanda muita resistência.

Andrar é assim. As vias são longas e exigentes. As vezes você se dá bem, às vezes tem que voltar. Para você andrar, é preciso ter tempo disponível, pois as vias lá são longas e em um dia não dá pra andrar mais do que duas ou três delas.

Guardamos energia para andrar no dia seguinte... amanhã eu conto...

31 de agosto de 2010

Andradas é o bicho!

Mais uma lá vou eu para o Sul de Minas, na simpática terra do café e da Serra do Pau d´Alho que na verdade fica em Ibitiura, mas que todos acham fica em Andradas...

O local é um velho conhecido, basta ver abaixo nos posts relacionados. Entretanto, sempre que vou lá escalo uma via nova.... As vias da vez foram: Monstro do Pantano, Savamu e Amigos são Diamantes. As duas primeiras na Pedra do Pantano e a última no Elefante.

Neste fds fui para lá acompanhado pelo Luciano Fernandes (do Blog de Escalada), namorada Natália, Davi Marski com a Cintia e o Rafael de Hortolância, com quem fiz a cordada. Fim de semana maravilhoso super bem acompanhado.

As vias do Pantano já eram conhecidas, mas eu ainda não havia finalizado elas. A "Monstro", é uma via esportiva, com proteções fixas e uma dificuldade constante em sexto grau, com lancezinhos de 6 sup, que na dependência na resitência do escalador, fica bem difícil. A via, que tem duas enfiadas, é bem frequentada em sua primeira, fato comprovado pelas teias de aranha e um pouco de mato encontrado na via. A segunda enfiada, novidade pra mim, tem um crux ligeiramente mais difícil que a primeira.

Após terminar esta via, imaginei um desafio bastante interessante, esticar as duas enfiadas em uma só, coisa que pode ser feita com uma corda de 60 metros (esticada até o fim) e cerca de 17 costuras. Tem que ter resistência... (tá aí uma sugestão pra próxima investida...).

Já a Savamu, era uma via que eu tinha escalado as duas primeira enfiadas no ano passado. Naquela ocasião, achei ser uma via sem muita graça, crux de dor nos cristaizinhos e monotonia... Eis que desta vez eu resolvi ir até o cume, enfrentando a maravilhosa terceira enfiada, que se desenvolve por um lindo diedro, protegido em móvel, que passa por um pequeno tetinho e termina numa laca gigante... 6 sup bem trabalhado e lindo!

As outras enfiadas finais são igualmente bonitas, passando por cruxzinhos de aderência e psicológico... adorei! Foi tão bom que eu fiquei cansado o suficiente para deixar a repetição da "Pão Francês" para outro dia...

Domingão acordamos com preguiça, mas mesmo assim fomos encarar a caminhada para a Pedra do Elefante, para escalar a via "Amigos são Diamantes" que desde sua conquita pelo Jacaré e Marcão está na minha lista de vias a serem escaladas.

O calor atrapalhou um pouco a caminhada, mas chegamos sem problemas à base, onde rapidamente nos equipamos e log saí guiando a primeira enfiada, que é bem longa, 60 metros que exigiu que o Rafael escalasse em simultâneo no final, pois sua corda já tinha tido a ponta cortada...

Via bonita, muito parecida com as vias adjacentes (Zênite e 5.15), escalamos sem problema, sempre comigo guiando, já que o Rafael estava cansado do dia anterior... Foi assim até chegar na enfiada crux, onde o Rafa me avisou que ele não conseguiria encarar o sétimo de parede, mesmo de segundo... Olhei pra ele com cara de cachorro de porta de igreja e ele, gentilmente, topou em me dar o segue até a próxima parada e depois voltar.

Assim eu saí em direção ao crux, numa movimentação delicada fazendo uma transversal à direita, usando bem os pés, até começar a subir e chegar numa barriguinha inclinada, que aproximei pela esquerda, distante o suficiente para não conseguir costurar uma chapa e assim passar o crux esticando mais que o normal. No final, o crux temido não era tão dificil, exigia sim boa movimentação e controle dos pés, mas nada demais, um típico "quintinho" do Jacaré! rsrsrsrsrs....

Descemos cedo da parede, sem finalizar a via. O bom é que este não finalizar me leva sempre de volta a Andradas que cedo ou tarde, eu acabo finalizando e fazendo mais. Que venha a próxima!

Veja mais:

:: Andradas - Campo escola de Tradicional. Coluna do Pedro Hauck - AltaMontanha.com

 Rafael e eu numa parada da Monstro do Pantano

Rafael vindo de segundo na Monstro

Rafael na terceira enfiada da Savamu

Tóbi

Cabeça e Corpo do Elefante


Eu escalando a Amigos são Diamantes

Depois de passar o crux da Amigos. Parabéns Marcão e Jacaré pela linda via!

22 de junho de 2010

Escalada tradicional pra fazer bem pra mente

Escalada tradicional é um estilo de escalada em rocha em que o objetivo não é dificuldade ou a performance da escalada, mas sim a aventura, quase sempre com o intuito de chegar no cume de uma montanha. Estas vias, muitas vezes, são protegidas como podem, na maior parte das vezes em móvel, pois reflete sua conquista, de baixo para cima.

Escalada tradicional, clássica ou de aventura é o estilo de escalada que eu mais gosto e um dos melhores locais para se praticar é Andradas, no Sul de Minas, onde podemos dizer que há um verdadeiro campo escola deste tipo de escalada, já que tem vias de sobra neste estilo e diferentes dificuldades.

Fui para Andradas na sexta junto com o Davi Marski com o intuito de escalar para se divertir e tivemos uma surpresa ao chegar lá, ficamos com o tradicional refúgio do Pântano só para nós, pois ninguém apareceu neste fim de semana, que teve tempo bom o tempo todo.

Com a montanha só pra gente, mas sem croquis, decidimos escalar a via “Pão Francês”, que eu conhecia por ter feito o rapel nela quando escalei a “Andragônia”, uma das vias mais exigentes do local no ano passado, junto com o Jacaré, dono do refúgio.

Entramos na via com as informações da Headwall n. 1, que dizia que a via tinha um crux de 5sup.  Logo de começo erramos a via e fizemos a primeira enfiada da “Manteiga derretida”, mesmo com este deslize, conseguimos voltar pra Pão e eu guiei a segunda enfiada, que era super exigente e muito interessante.

Esta enfiada começa escalando por baixo de algumas lacas grandes, que fazem um tipo de mini tetos em móvel. Usa-se o vão destas lacas para equipar em móvel e a laca propriamente dita, é pinçada com a mão. Os pés, ficam na aderência e assim vamos progredindo. Na seqüência, há um lance delicado de aderência, mas com proteção fixa, um lance digno do “quintinho de Andradas”, que em escalou sabe o que é... Se “quinto” grau por lá já é difícil, imagem um sup? O Davi também achou difícil e pediu para eu continuar guiando...

A terceira enfiada é uma canaleta inteira em móvel, super legal, mas IV! Ô Jacaré, ta certo que não é nenhum bicho de sete cabeças, mas também não é fácil assim né!

Cheguei na parada cansado e sedento, já meio mole de sede.... Antes eu já estava sentindo falta de água, mas como subimos como apenas 600 ml de água, tivemos que racionar. Quando fizemos uma reunião na parada da  4 enfiada, vimos que erramos na estratégia de levar pouca água, mas mesmo assim continuei, até chegar em outro lance de 5sup, aonde eu já estava zonzo de sede e tive que descer, pois nesta altura do campeonato, o prazer havia sido substituído pelo cansaço.

Chegamos cedo no refúgio e sedentos... que horrível é ficar desidratado! Já descansando, peguei uma outra revista Headwall que falava sobre Andradas e vimos que numa edição mais recente, a Pão Francês estava graduada em 6sup... Aí sim entendi que este “quintinho” de Andradas estava de fato equivocada... Escalando isso em móvel e esticando corda, é melhor pensar que era mais fácil, ajudou na escalada.

No dia seguinte fomos para o campo escola, aonde fizemos algumas vias e repetimos a Nirvana, uma das linhas mais bonitas do local. Esta escalada fluiu com muita facilidade e chegamos de volta ao refúgio a tempo para ver o Brasil ganhar da Costa do Marfim na Copa.

Apesar de não ter feito nenhuma escalada excepcional, nosso climb for fun foi muito bom. Foi bom também ver que mesmo tanto tempo longe da rocha eu ainda estou bem psicologicamente e tecnicamente. Claro que não estou 100%, mas o montanhismo é assim, um eterno desafio aos seus limites, sempre se esforçando pela melhor prática e nunca parando de aprender.

Passagem de um dos lances mais difíceis da Pão Francês.

Corujas entocadas na via....

Bonita colocação...

Davi no começo da Nirvana

Pedra do Pantano.

Indo de segundo na Nirvana.

Davi Marski e Eu na P2 da Nirvana.

Guiando a terceira enfiada da Nirvana.

E subindo...

Fogão a lenha e Toby no refúgio do Pantano.

Davi e dona Nice.

13 de outubro de 2009

Feriado em Andradas

Andradas é um lugar muito especial, pois tem um estilo que eu gosto muito. Mistura vias de dificuldade média, com um estilo arrojado, com muita colocação de móveis, alguns esticões em lances fáceis e vias de tamanho médio, com mais ou menos 200 metros de extensão.

Neste feriado estive lá com meus amigos do CPM, Ronaldo Montalto, Karla Schmiguel e Edilson "Tchiba". Além deles, esteve lá o Hilton Benke e outra galera muito gente boa, como a Janine Cardoso, o Felippo Croso, Davi Marski, além dos sempre prestativos Pedro Zenetti "Jacaré" e a dona Nice, que cuida do Refúgio do Pantano.

Escalamos nos três dias do feriado, com direito à um dilúvio que nos pegou no meio da parede da via Vulcano, na Pedra do Elefante, no sábado, onde tivemos que fazer um rapel complicado e muito molhado. Escalamos a via Paredão CEAR no domingo, uma via que tem lances de 7a (?), esticões enormes e é super exigente. Na segunda fomos pra Pedra do Pantano e escalei com o Hilton a via Savamu, que é muito bonita.

Ronaldo, Karla, Tchiba e Hilton na base da Era do Gelo.

Tchiba fazendo suas primeiras colocações em móvel.

Ronaldo na Era do Gelo.

O trio Tchiba, Karla e Ronaldo visto desde a Vulcano.

E vem a chuva!

Cachoeiras na Pedra.

Pedra do Elefante debaixo de chuva.

Hilton na chuva.

Chuva e Sol.

Equipos secando da chuva.

Escalando o Paredão CEAR.

Colocação bonita!!

Procurando lugar pra proteger em móvel. Puta esticão essa 4 enfiada da via!

No cume da Pedra.

Hilton no cume da Pedra do Elefante.

Café da manhã animado. Hilton, Karla (de costas), Samantha Chu, Jacaré e Davi.

Se equipando na Pedra do Pantano.

Eu na via Savamu. Foto do Jacaré.

Savamu. Foto do Jacaré.

Janine na Universo Paralelo. Foto do Jacaré.

Janine.

Ronaldo na Monstro do Pântano."

Janine Cardoso escalando a Universo Paralelo na Pedra do Pantano. Foto Jacaré.

Novo companheiro do Refúgio: O levado Toby. Cuidado com os chinelos!!!