Blog do Pedro Hauck: escalada
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17 de setembro de 2020

Retorno e fechamento do Anhangava (de novo)

Ontem, dia 16 de setembro, fui junto com o amigo Robson  Andrighetti ao Morro do Anhangava pela primeira vez neste ano. Em 2020 ainda não havia escalado em rocha, pois sai do Brasil em Dezembro para trabalhar na temporada de montanha da Argentina e Chile e retornei no meio da pandemia em Março. Em 22 anos nunca fiquei tanto tempo sem escalar e ir à montanha.

Os motivos para este jejum de montanhas foi, primeiramente, a própria pandemia que fechou os acessos à montanhas e depois, na abertura em 11 de agosto, devido à incompreensível “invasão” das montanhas por pessoas que não tinham relação com ela. Comportamento este que previ em vídeo no canal do AltaMontanha que aconteceria.

Meu retorno às montanhas teve que ser numa quarta-feira por conta do excesso de pessoas em fins de semana. Foi uma decisão acertada, pois encontrei poucas pessoas na trilha e ninguém nas vias. Escalei as mais clássicas, Monica Total, Solanjaca, RS, Sétimo dia e outras. Felizmente guiei sem dificuldade.

Sai animado, pensando em retomar as escaladas seguindo essa estratégia, mas infelizmente, na volta recebi a notícia que após as invasões, a polícia, bombeiros e forças de segurança pediram o fechamento do Anhangava. Pico Paraná, Marumbi também estão na lista das montanhas fechadas, todos os dias da semana.

Triste notícia!





3 de dezembro de 2017

BIG 500 2017

Após uma viagem bastante molhada à Petrópolis, onde não consegui escalar o que planejava, passei o mês de Novembro empenhado em outras tarefas e aproveitei pouco o sol que brilhou em alguns finais de semana. A presença de bom tempo, já no finalzinho da temporada de escalada, deve ter motivado o Julio Nogueira, cabeça do Projeto Big 1000 e 500 em fazer a versão mais econômica deste difícil desafio de escalada.

Para quem não sabe, o projeto BIG 500 consiste em escalar um número grande de vias de escalada no Anhangava que a soma delas resulte em 500 metros, o que não é nada fácil, dado que as vias de lá são curtas, na maior parte com apenas uma enfiada. Foi a primeira versão deste projeto, que foi duplicado em 2014 para o BIG 1000, com o acúmulo da experiência dos praticantes, que resultou em estratégias que facilitaram a realização do desafio. De fato, o 500 acabou ficando mais fácil, o que não significa que seja moleza.

Após tanto tempo de seca, tanto, por mim, quanto por meu parceiro de escalada Fábio Lima, com quem já realizei um 500 e um 1000 neste ano, decidimos aproveitar o bom tempo que a previsão prometia para o final de semana e assim combinamos completar o desafio no sábado. 

Assim, com a parceria também de Renato Santini, com quem fizemos as primeiras vias, completamos o último desafio do ano, num dia frio, com muito vento, neblina e chuviscos. A previsão me fez deixar em casa o anorak e a blusa e levar óculos de sol e protetor. Passei muito frio de camiseta e bermuda, mas conseguimos. Começamos a escalar a 12:15 e terminamos por volta das 20 horas. Como o morro estava muito molhado, não pudemos escalar no Campo das Panelas e andamos por todo Anhangava procurando vias secas para escalar, o que resultou numa perda de tempo considerável e também num grande número de vias. Abaixo está a relação delas:

1) RS : 27m
2) Monica Total: 29m
3) Solanjaca: 25m
4) Jo Casta: 20m
5) Sétimo Dia: 25m
6) Diversão Garantida: 25m
7) Peon: 19m
8) Via em móvel entre a Peon e a Diversão Garantida: 22m
9) Andorinhas com Bunda: 25m
10) Transversal Sexto Grau com Caninana: 44m
11) Curitiba: 27m
12) Bogotá: 35m
13) Aracaju: 31m
14) Kathmandu: 30m
15) Salvador: 28m
16) Luar do Sertão: 24m
17) Rancho Fundo: 23m
18) Vida Marvada: 24m
19) Chaminé do Corvo: 20m

Via Caninana

Via em móvel na direita da Diversão Garantida e esquerda da Peon.

Via Sétimo Dia

Via Jo Casta

Diversão Garantida

Saída da via em móvel na direita da Diversão Garantida e esquerda da Peon

Repondo energias com Ogiva.

Bunda.

Transversal Sexto Grau

Via Aracaju 
Tudo muito molhado



Via Curitiba

Via Bogotá

Fábio na via Aracaju

Fábio na via nova que fica no rapel da Aracaju.

Tempo Patagônico no Anhangava. 

18 de setembro de 2017

Mountain Festival 2017

Rolou em São Bento do Sapucaí o Mountain Festival 2017, um evento que promete ser o maior do montanhismo brasileiro.

Diferente de outros eventos de escalada, o MF abriu as portas para todos os esportes de montanha, não apenas a escalada em rocha, mas também o montanhismo de travessias, de alta montanha, corrida de montanha, mountain bike, voo livre e claro, todas as modalidades de escalada, do boulder ao tradicional.

Casa cheia para assistir minha palestra
Participei como palestrante, onde ministrei a palestra sobre o montanhismo praticado pelos incas há mais de 500 anos atrás. Uma palestra que venho ministrando há algum tempo em diversos locais e que tem agradado muito, sempre com o publico tendo muito interesse.

Também participei como apoiador, como Naturehike, a marca de barracas e equipamentos de camping que somos distribuidores. Novamente foi uma atração, onde o publico pôde ver a qualidade dos materiais. De fato equipamentos que vieram para ficar, com ótima relação de peso e custo. Não é a toa que vem fazendo muito sucesso.

Como ninguém vive só de trabalho, aproveitamos o domingo para escalar e junto com a Maria e o Fábio repetimos a via V de Vitória, conquistada pelo Rafael e o Mario Arnaud. 

Quem nos deu a dica foi o proprio Rafael, que me passou os betas e emprestou um par de estribos e cliff: _ Cara, tem um lance em artificial de cliff, você vai ver só, escala assim e assado e pronto!

Fomos para a parede com as dicas, mas confesso que nem prestei muito atenção. Estava achando que a escalada seria trivial. Como estava também com muitas coisas na cabeça, acabei indo com aquela ideia: _ Escalo o que tiver pela frente!

Enfim, logo na saída da via, encontro um lancezinho um pouco dificil. Porém vejo um furo e penso: _ Tá aí o furo do cliff! Passei com os estribos.

Após este lance, fiquei tranquilo. pensando que o pior havia passado. Assim fomos passeando pela parede. Numa cordada de três, alternava as guiadas com o Fábio e a Maria, com unha encravada, ficava no meio.

Eis que chego na base de um paredão negativo com muitas foliações. Observo e acho que é um lancezinho factível, pois havia muitas agarras. Porém, era a vez do Fábio escalar, que foi com cautela.

E o Fábio foi reclamando, claro, que no jeito do Fábio, bem silencioso. Ele reclamar de algo é por que este algo é realmente dificil. 

Após tentar de inúmeras vezes, vou dando a dica dele subir segurando as costuras e assim, escalando, costurando e escalando novamente ele venceu o lance.

Quando entrei na parede é que me dei conta de que aquele era o lance dos estribos, que o Fábio fez parcelado e sem juros. Tá bem o piá!

O Mountain Festival foi um ótimo evento! Vida longa ao Festival!

Barracas Naturehike

Saidinha que artificializei o lance, ou seja, roubei!

Maria escalando.

Fábio, Maria e eu com o Baú atrás.

Eu dando segurança para a Maria

Fábio e a Maria vindo atrás. Eu na parada indo de terceiro nesta enfiada.

Palestra sobre o Montanhismo dos Incas.

31 de julho de 2017

Escalada no costão da Lagoa, Florianópolis

O costão da Lagoa é certamente um dos locais mais bonitas para escalar no Sul do país. São 3 setores, sendo que o 1 e o 2 são os mais consagrados, com vias bonitas, muitas com mais de 2 enfiadas. Vias fixas, mistas e móveis. Diversão garantida para todo o final de semana.

Com o intuito de fazer o Fábio e a Maria treinarem escalada em móvel. De quebra levamos o Robson, aluno do curso de rocha de Curitiba que já está fluente. Fomos passar o final de semana neste paraíso, que tem uma das 50 vias clássicas do Brasil.

Final de semana perfeito, gastando muito pouco. Uma prova de que pode ser feliz com pouco. Basta ser insistente e pegar estrada.

Parede do setor 2

Maria estudando a via

Via em móvel

Via em móvel

Robson de segunda em uma das vias do setor 2. 
Fábio guianda a via da Bunda, um 7a bem técnico.



Fábio na segue e Maria de segundo.



Fábio entalando as peças móveis.

Fábio em mais uma via em móvel

Mostrando o setor 2 


Vista do setor 2

Dique de diabásio na base do setor 1.

Maria em uma das saídas da Tarde de Outono.

O tal do quad. 
Robson no setor 1.

Maria no setor 1.

Via Tarde de Outono.

Preparando o segue no setor 1. 
Maria no setor 1.

Topo do morro da Galheta

Piscinas naturais.