Blog do Pedro Hauck

6 de maio de 2012

Por dentro do Rio

O Rio não tem só praia, montanha, floresta. A cidade é muito mais do que isso. Com uma história riquissima, engrandecida por ter sido capital de um império que ultrapassou continentes, ter abrigado um corte européia, ter sido a capital da república e uma cidade bastante antiga para os padrões do novo mundo, o Rio é muita cultura.

Tive a chance de conhecer alguns espaços interessantes, não muito a fundo, pois o tempo foi curto pra tanta coisa. Abaixo fotos de dentro de alguns dos locais mais especiais da cidade e do Brasil.

Biblioteca Nacional

Biblioteca Nacional

Biblioteca Nacional

Centro Cultural da Justiça Federal

Centro Cultural da Justiça Federal

Centro Cultural da Justiça Federal

Centro Cultural da Justiça Federal

Centro Cultural da Justiça Federal

Centro Cultural da Justiça Federal

Centro Cultural da Justiça Federal

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Museu Nacional de Belas Artes

Paço Imperial

Paço Imperial

Centro Cultural dos Correios

Centro Cultural dos Correios

2 de maio de 2012

Rio noturno

Estive no Rio de Janeiro na ultima semana participando de diversos eventos que se reuniram em torno da Primeira Semana Brasileira de Montanhismo. Nos próximos posts vou mostrar um pouco do Rio e da experiência em ter participado deste evento histórico. Como não houve tempo pra fazer tudo, conheci bastante a cidade à noite e tirei estas fotos:

 Paço imperial

 Paço imperial, Praça XV.

  Paço imperial, Praça XV.

  Paço imperial, Praça XV.

  Paço imperial, Praça XV.

 Assembléia Legislativa

  Assembléia Legislativa

 Rua da Assembléia



 Teatro Municipal

 Biblioteca Nacional

Câmara dos vereadores 

Assembléia Legislativa

Bar amarelinho 

Cine Odeon 

 Centro cultura da Justiça Federal

Urca 

 Vista do Rio desde a Babilônia

Urca + Pão de Açucar 



Aterro 

Botafogo e Flamengo 

Centro 

Copacabana Palace 

Orla em Ipanema 

Orla em Ipanema

21 de março de 2012

Adeus ao grande mestre Aziz Ab Sáber

Existem pessoas que a gente nunca chega a conhecer, mas que exercem grande influência sobre nossas vidas. Acredito que o geógrafo Aziz Ab´Sáber foi uma das pessoas que mais influenciou minhas idéias e me ajudou bastante em minha maturidade em pesquisas e também na maneira de pensar.

Minha trajetória pela Geografia começou com na Unesp de Rio Claro pela Geografia Urbana, passou pela Geomorfologia, mas amadureceu com minhas pesquisas biogeográficas com a Teoria dos Refúgios. A disciplina Geografia de Brasil II, ministrada no terceiro ano pelo professor Adler, era uma revisão sobre a Geografia física do país. Foi, no entanto, no final de sua disciplina a maneira de ser das paisagens brasileiras me fez sentido. Ela foi explicada pelas idéias da teoria dos Refúgios, que eu vim a me apaixonar.

Pela primeira vez tive noção do que seria uma paleo geografia de verdade. A proximidade na escala de tempo, final do Pleistoceno/Holoceno, me permitiu ter uma idéia maior e menos abstrata do passado. Pude assim entender as paisagens que eu gostava e freqüentava, as montanhas, que apresentam um padrão do tipo anormal perante a certa homogeneidade de ecossistemas dentro dos domínios de natureza do país. De começo levei até um esporro do Adler:

_ Ab´Sáber tem acento, porra! Nunca me esqueci de citar corretamente o Aziz. Rsrsrs

Tive a percepção que a Teoria dos Refúgios explicava a fantástica paisagem da Serra dos Cocais, em minha cidade natal, Itatiba, no interior de São Paulo. Fiz então um trabalho, minha conclusão no curso de Geografia. Mais tarde, me aprofundei na compreensão desta teoria e na minha dissertação de mestrado, defendido na UFPR, expliquei as origens da paisagem de floresta de Araucárias no Paraná, um trabalho muito interessante e bastante comentado.

Pude rebater algumas afirmações de Aziz, aprimorando a teoria dos Refúgios, não refutando-a.

O Aziz era um grande conhecedor do Brasil, ele viajou por todo país na maneira que pôde de jipe, no lombo de burro e barco. Estas experiências resultaram em importantes observações sobre como as paisagens brasileiras se comportam e como elas evoluíram. Ele colocou isso dentro da escala de tempo geológico e contribuiu para que conhecêssemos como se deu a evolução do relevo e também a vegetação.

Cada leitura que eu faço dos textos do Aziz, eu consigo abstrair uma nova informação. É muito grande sua clareza nas idéias, ao mesmo tempo em que é necessária experiência para retirar dali seus entendimentos. Não que seja difícil de ler, mas sim por que são tantas e tão ricas as informações que a retirada destes dados se faz de acordo com a evolução de nossos olhos e cérebros.

Me encontrei com Aziz diversas vezes, sempre em eventos científicos nos quais sua presença se tornava sensação. Sempre tentei conversar com ele nestas ocasiões, mas isso foi impossível, dado a quantidade de gente que para aparecer ocupava o tempo do grande Aziz com perguntas sem questões que o grande geógrafo respondia com simpatia, não era dele ser arrogante, mesmo diante de quem enchia o saco.

Aziz em evento científico

Exatamente porque eu não queria encher o saco, protelei fazer contato telefônico ou por carta. Uma pessoa com oitenta e poucos anos não deveria ter email... Era o que eu achava. Protelei tanto que perdi a chance de entender mais coisas que o Aziz sabia e que não pude extrair de seus textos. Ficará para outra dimensão esta conversa.

Mesmo sem poder conversar, soube que o Aziz ficou sabendo de meus trabalhos. Foi através do professor Adler que soube que meus trabalhos sobre a Teoria dos Refúgios foi citada pelo Aziz no belíssimo livro Ecossistemas do Brasil, livro tão belo (e caro) que ainda não tive contato, infelizmente.

Fica aí minha homenagem à este fantástico homem, formidável geógrafo e grande mestre Aziz Nacib Ab´ Sáber.

Aziz com meu tcc em mãos.

15 de fevereiro de 2012

Os Abrigos do Pico Paraná

Neste vídeo, o Paulo Schimidlin "Vitamina" conta as histórias de tentativa de construção de abrigos no Pico Paraná. De acordo com ele, foram 6 as tentativas.

Hoje o único abrigo que temos por lá é o A2, localizado nas encostas do Pico dos Camelos. Ele é quase uma ruína sem teto, serve só para ajudar as pessoas a fazer comida nos dias com vento.

Muito já se foi falado sobre o destino deste abrigo. Alguns são a favor da demolição, outros de sua reconstrução. O fato é que infelizmente até mesmo no montanhismo somos sempre vitimados por vândalos e por isso nossos abrigos nunca se perpetuam, daí a dificuldade de mobilização para termos esta infraestrutura. Vale a pena ver o vídeo, de uma palestra ministrada pelo Vita em Fevereiro de 2012 na sede do CPM.


Vitamina, um dos figuras mais emblemáticos do montanhismo paranaense.

8 de fevereiro de 2012

Mobilização contra lei polêmica

Quem não conhece a Lei Estadual (PR) 17.052, está na hora de parar para ler.

Esta lei irá regulamentar a promoção da prática de esportes de aventura no Paraná e isso abarca o montanhismo, escalada, trekking, canoagem, voo livre, Mergulho, etc... Há muito tempo que tanto a prática de esportes, quanto sua comercialização, o turismo de aventura, vem gerando discussões, pois há uma grande necessidade de regulamentação do turismo e isso pode interferir na pratica do esporte.

Na esfera federal, uma lei polêmica está sendo votada. Porém, ao que parece, os interessados para que esta lei seja aprovada andaram agindo nos Estados e tanto no Paraná, quanto no Ceará e Minas tem leis que regulamentar os esportes que são literalmente um copy e paste do texto. Além destes estados, Mato Grosso e Rio de Janeiro tem projetos idênticos.

O que está em jogo é a criação de um novo mercado que irá certificar guias, cursos e praticantes de esportes. Pelo texto original da lei, dá pra concluir que a "segurança" que se deseja ao esporte está sendo substituida por uma série de burocracias que por si nada demonstram de eficacia contra eventuais acidentes. É um literal "criar dificuldade para vender facilidade".

Uma grande mobilização está acontecendo e um abaixo assinado já está disponível. Confira abaixo o link da FEDERAÇÃO PARANAENSE DE MONTANHISMO, onde há um esclarecimento sobre esta lei. Clique abaixo para assinar a petição.

:: ABAIXO ASSINADO CONTRA A LEI 17.052/2012